mascara
 
 
 
 
Página Inicial
Contato
 
 
  Rodovia Pr. 323 - Km 307 - nº 1100
  Pq. Industrial - Cep. 87.507-000
  Umuarama - Paraná - Brasil
 
Fone: (44)
3639-2242
                                       Recomendações Aplicação

                                        RECOMENDAÇÕES PARA APLCAÇÃO                            

 

                             Quando se pensar em assentamento de pisos com rochas ornamentais, deve-se inicialmente observar a subestrutura, que é a base de confecção do revestimento. Conforme se observa nas Figuras 3 e 4,deve-se seguir uma seqüência de procedimentos que são indispensáveis à boa execução dos trabalhos de aplicação e, assim, garantir  a integridade e a durabilidade do piso como um todo.

                         As rochas ornamentais, que são de difundido uso, tem como características relevantes a porosidade, a capacidade de absorção d’água e a presença eventual de substancias reativas ou alteráveis em presença de água. Essas propriedades devem ser lembradas quando do assentamento, pois elas justificarão o isolamento da rocha, em relação ao solo ou outro gerador de umidade.

                             Para tanto, destacamos as camadas apresentadas na FIGURA 3, com seus respectivos componentes e finalidades, conforme segue:

                                      - Argamassa – é a camada responsável pela ligação entre o contrapiso e as peças de rochas ornamentais.

                              - Contrapiso – é a camada que é executada para regularizar a superfície de assentamento, bem como proporcionar uma base estrutural de sustentação. Deve ser o mais nivelado possível e não deve estar ligado à estrutura ou às paredes de edificação. Recomenda-se ainda, manter um afastamento de 5 a 10mm da superfície da borda.

                              - Impermeabilização – é a camada que tem por função isolar as camadas superiores da umidade proveniente do solo. É possível aplicar uma lona plástica (conhecida nas obras como plástico preto) entre o contrapiso e a camada de concreto magro, tomando os cuidados necessários para garantir a integridade da lona (ausência de perfurações, rasgos). Podem também ser utilizados produtos químicos impermeabilizantes, devendo-se preferir os de características flexíveis.

                              - Concreto Magro – é a camada que será utilizada para regularizar a superfície do solo e não permitir o contato direto entre a impermeabilização e o solo.

                              - Solo ou sub-base – constitui a camada inferior do sistema de revestimento. Para prevenir a ocorrência de problemas na superfície rochosa (manchamentos, descamações, etc), provocados pela migração da umidade ou sais minerais, frequentemente presentes no solo, esta camada deverá estar perfeitamente isolada das placas de piso.

                              Alternativamente, pode-se utilizar uma camada de brita graduada, com cerca de 20cm de espessura, em substituição à impermeabilização. Esta camada é aplicada diretamente sobre o solo ou sub-base, sendo recoberta pelo concreto magro. Tal procedimento acha-se ilustrado na Figura 5.


                        RECOMENDAÇÕES PARA ARGAMASSA

 

                              A argamassa é a substancia que faz a ligação entre a placa de rocha ornamental e o contra piso. Sendo assim, deve-se tomar cuidados na seleção de componentes e no seu modo de preparo, considerando-se as características da rocha e os ambientes e finalidades da obra. As substancias que compõem as argamassas, seu traço e modo de preparo, podem comprometer tanto o padrão estético, como a resistência mecânica das peças assentadas. Inicialmente deve-se observar os agregados e os tipos de técnicas de assentamento que são utilizados.

                              Na escolha de uma argamassa, deve-se levar em conta primordialmente as propriedades tecnológicas da rocha utilizada. A priori, recomenda-se para granitos e mármores de tonalidades claras, o emprego de argamassas claras, ou compostas por cimento branco de procedência conhecida.

                              No canteiro da obra, para confecção e preparo da argamassa, deve-se considerar os seguintes cuidados:

 

                              - utilizar areia media lavada (peneirada, isenta de impurezas argilosas, orgânicas e ferruginosas);

- a agua deve ser isenta de impurezas e quimicamente neutra. Não deverá ser transportada ou armazenada em latas ou recipientes metálicos que possam liberar resíduos oxidáveis, os quais provocam manchamento na rocha;

                              - o cimento deverá ser de procedência e notoriedade reconhecidas e ser do tipo CP 32. Para aplicação de rochas claras, enfatiza-se, há necessidade de utilização de cimento branco.

                             

                              Tradicionalmente, na construção civil brasileira, utilizam-se dois tipos de argamassa, para aplicação de granitos e mármores, a saber:

                               - Argamassa semi-seca: como o próprio nome sugere, deve ter consistência de farofa, isto é, na pode ser seca e também não pode ser excessivamente úmida. Deve-se evitar a adição de cal na argamassa, pois apesar de proporcionar maior trabalhabilidade, pode provocar o surgimento de eflorescências na superfície rochosa.

 

                                   - Argamassa adesiva: como se trata de um produto industrializado, deve-se seguir o modo de preparo sugerido pelo fabricante. Recomenda-se, neste método, um cuidado especial no nivelamento do contra piso, pois a camada de argamassa adesiva não pode exceder a espessura de 5mm, devendo ficar entre 3 e 5mm. Deve-se preferir argamassa branca para rochas de tonalidade clara.

 

                         RECOMENDAÇÕES PARA EXECUÇÃO DE JUNTAS

 

                             As juntas constituem os espaços entre as placas rochosas. As denominações utilizadas no mercado incluem os termos: juntas secas (para espessuras inferiores a 0,5mm), juntas finas (para espessuras entre 0,5mm e 3,0mm) e as juntas largas (para espessuras maiores que 3,0mm). Destinam-se a permitir acomodações provocadas por dilatação térmica e deformações estruturais. Promovem um alinhamento entre as peças e proporcionam acabamento estético, realçando a beleza da rocha.

                             Para execução de juntas, recomenda-se os seguintes cuidados:

                             - as superfícies que fazem a interface entre a borda dos pisos e a parede próxima deverão distar de 5 a 10mm, e seu acabamento devera ser feito pelo rodapé. (Figura 6)

                             - o dimensionamento das juntas depende do ambiente de aplicação, bem como das características físicas do material, especificamente o coeficiente de dilatação térmica linear.

 

                  RECOMENDAÇÕES PARA APLICAÇÕES DE REJUNTES

 

                             Na aplicação de rejuntes em pisos de rochas ornamentais, devem ser tomados vários cuidados, visando garantir efetivamente e precisão na execução. Encontram-se à disposição no mercado produtos industrializados para rejuntamento (à base de cimento portland ou resina epóxi), com diversas colorações, o que possibilita combinações estéticas bastante apreciadas. Para juntas finas, natas de cimento são comumente utilizadas em rejuntes.

                             Para aplicação do rejunte recomenda-se:

                             - aguardar 72 horas após o assentamento;

                             - proceder a limpeza das juntas para remoção dos resíduos capazes de prejudicar a aderência do rejunte à rocha;

                             - fazer o espalhamento da argamassa de rejuntamento (à base de cimento portland) com o auxilio de um rodo de borracha ou espátula plástica. Não utilizar espátulas metálicas, pois estas poderão riscar a rocha;

                             - no mínimo 15, no máximo 40 minutos, após aa aplicação, deve-se limpar as partes polidas, utilizando espoja úmida e limpa.

                             Em ambientes úmidos recomenda-se produtos a base de epóxi.

 

                          RECOMENDAÇÕES PARA PROTEÇÃO DE PISOS

 

                             Concluído o trabalho de aplicação de pisos, deve-se proceder à sua proteção, levanto-se e conta o tipo de rocha e as características da obra, sobretudo no que se refere à intensidade do trafego de pessoas e a movimentação de produtos, maquinas e equipamentos previstos para a obra.

                             Assim, descrevemos, a seguir, algumas técnicas usualmente utilizadas para a proteção de pisos submetidos a trafego baixo, moderado ou intenso.

                            Trafego Baixo: nesta situação, a proteção poderá ser realizada apenas estendendo-se uma lona plástica (lisa ou do tipo “bolha”), nylon ou tecido impermeável sobre o piso. Deve-se cuidar para que o material utilizado não libere pigmentos capazes de manchar a rocha, recomendando-se os de tonalidades claras ou incolor.

                                  Trafego Moderado: em ambientes sujeitos a médio trafego, a técnica de proteção sugerida é a colocação, sobre o piso, de lona plástica recoberta por tecido. Sobre o tecido deve-se aplicar uma camada, com cerca de 1cm de espessura, de pasta de gesso.

                                  Trafego Intenso: para resistir às agressões provocadas por elevado trafego de pessoas e movimentação de produtos, maquinas e equipamentos, os pisos devem ser rigorosamente protegidos. Nestes casos recomenda-se a aplicação das camadas de lona plástica+tecido+pasta de gesso, acrescentando-se a colocação de placas de madeira compensada ou “maderit”, com espessura mínima de 5mm. Opcionalmente, para rochas delicadas, pode-se inserir placas de isopor entre a lona e as placas de madeira ou “maderit”.

 

                                                                     Clique na imagem para amplia-la

Figura 3
 
Figura 4
 
Figura 5
 
Figura 6